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Salão Náutico em Itajaí: SC já produz 60 por cento dos iates no Brasil

O Salão Náutico Marina Itajaí, que segue até o fim de semana, chega à 4ª edição como o maior do Sul do país, com cerca de 80 marcas expositoras e expectativa de movimentar R$ 60 milhões em negócios. O evento, que tem apoio da Secretaria de Turismo de Itajaí e entrada gratuita, ganhou projeção com a aposta na diversidade de mercados do setor náutico – e se consolidou com o fortalecimento da indústria de construção de barcos de lazer em Santa Catarina.

O Estado já responde por quase 60% de toda a produção nacional desse tipo de embarcação. Benefícios fiscais como o Pronáutica, que permite um regime especial de tributação do ICMS, assim como a oferta de mão de obra especializada, atraíram empresas nos últimos anos.

Com três estaleiros especializados em lanchas e iates, Itajaí está no topo da lista da produção em série de embarcações de luxo do país. Junto com a Grande Florianópolis, atingiu destaque nacional e adaptou uma mão de obra que era reconhecida pela qualidade na construção das embarcações pesqueiras.

Novos investimentos

O mercado de luxo, que nos últimos anos se valeu das exportações – caso da italiana Azimut, que expõe no Salão Náutico alguns dos modelos que produz em Itajaí – tem apostado na retomada do mercado brasileiro. E não é o único: o grupo Sedna, que trouxe a produção de São Paulo, investirá ao todo R$ 25 milhões até o fim do ano em Itajaí.

Por enquanto, produz em SC a linha de passeio, com seis barcos. Nos próximos meses também passa a fabricar aqui a linha de pesca esportiva, somando 13 modelos.

Vocação

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Giovani Testoni, o Salão Náutico consolida a vocação de Itajaí. A cidade tem sido sondada por empresas de fabricação de equipamentos, como hélices e motores – um indicativo do potencial que a náutica representa.

A preocupação do empresariado, agora, é com a manutenção do Pronáutica. A expectativa é para que seja convalidado junto ao Confaz até o fim do mês.